Independentemente do posicionamento adotado, o fato é que a música é um dos bens mais caros à indústria cultural e movimenta um mercado gigantesco de produção e difusão, que tem se tornado cada vez mais facilitado com o barateamento dos custos. Nesse contexto, outros meios de consumo surgem – internet, MP3, serviços de streaming, etc. – possibilitando que os artistas difundam suas músicas sem necessariamente estarem submetidos aos ditames da indústria. No entanto, é preciso ressalvar que, no Brasil, os meios mais tradicionais de produção e difusão ainda continuam sob seu domínio e controle.
A internet, nos últimos anos, tem afetado profundamente a produção e o consumo musical. Com o crescimento dos vídeos curtos de TikTok e Reels, do Instagram, o consumo de música parece ter mudado. Um primeiro impacto é que algumas músicas, novas ou antigas viralizam, principalmente nos desafios e nas danças, propiciando a explosão de novos e antigos artistas que são retomados. Como é o caso da música “Haja amor”, de Luiz Caldas que viralizou em vídeos de humor entre os mais jovens.
Alguns artistas jovens têm adequado suas canções para a nova realidade, criando músicas mais curtas – abandonando o padrão tradicional de 3 minutos e meio – e mais impactantes, com refrões que se repetem diversas vezes, com menos solos instrumentais e mais partes cantadas etc.





