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Indústria Cultural e a indústria fonográfica no Brasil

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Resumo do capítulo

Por que algumas músicas se tornam sucessos enquanto outras desaparecem? Neste capítulo, você conhecerá o conceito de indústria cultural e compreenderá como a tecnologia, o mercado e os meios de comunicação transformaram a música em mercadoria, influenciando artistas, gravadoras e ouvintes. Ao analisar a formação da indústria fonográfica brasileira, a discussão revela que ouvir música também significa compreender relações de poder, consumo e construção de gostos culturais.

Trecho do livro

Independentemente do posicionamento adotado, o fato é que a música é um dos bens mais caros à indústria cultural e movimenta um mercado gigantesco de produção e difusão, que tem se tornado cada vez mais facilitado com o barateamento dos custos. Nesse contexto, outros meios de consumo surgem – internet, MP3, serviços de streaming, etc. – possibilitando que os artistas difundam suas músicas sem necessariamente estarem submetidos aos ditames da indústria. No entanto, é preciso ressalvar que, no Brasil, os meios mais tradicionais de produção e difusão ainda continuam sob seu domínio e controle.

A internet, nos últimos anos, tem afetado profundamente a produção e o consumo musical. Com o crescimento dos vídeos curtos de TikTok e Reels, do Instagram, o consumo de música parece ter mudado. Um primeiro impacto é que algumas músicas, novas ou antigas viralizam, principalmente nos desafios e nas danças, propiciando a explosão de novos e antigos artistas que são retomados. Como é o caso da música “Haja amor”, de Luiz Caldas que viralizou em vídeos de humor entre os mais jovens.

Alguns artistas jovens têm adequado suas canções para a nova realidade, criando músicas mais curtas – abandonando o padrão tradicional de 3 minutos e meio – e mais impactantes, com refrões que se repetem diversas vezes, com menos solos instrumentais e mais partes cantadas etc.

Playlist do capítulo

  • 01Tom Zé

Ouvindo a faixa inteira só com sessão aberta no Spotify. Sem login, o player reproduz apenas a prévia de 30 segundos.

Obs.: Sempre que possível, indicamos a primeira gravação ou aquela citada no livro. Quando ela não está disponível no Spotify, optamos pela versão mais próxima do original, sinalizada na lista com o nome do intérprete.

Playlist completa do livro

Disco Essencial

Estudando o Samba

Tom Zé · 1976

Álbum que sintetiza a tensão entre criação artística genuína e imposições mercantis. Tom Zé desconstrói o samba-padrão, questionando como a indústria canonizou o samba como "música nacional". Exemplifica um artista operando criticamente dentro do sistema da indústria cultural.

A obra analisada

Como um simples retrato de Michael Jackson se transformou em um dos maiores símbolos da cultura pop? Descubra como Andy Warhol utilizou cores, repetição e celebridade para refletir sobre fama, consumo e indústria cultural.

Andy Warhol – Capa da revista Time (Michael Jackson), 1984
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A leitura completa desta obra está no capítulo 1 do livro. Conheça o livro →

Capa da revista Time (Michael Jackson)

Andy Warhol, 1984

Impressão

30,48 × 25,4 cm

Time Inc. (Nova York, Estados Unidos da América)

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Recursos do capítulo

Filme

The Playlist (2022), Per-Olav Sørensen e Hallgrim Haug

Filme

AmarElo: É Tudo Pra Ontem (2020), de Fred Ouro Preto

Entrevista

Programa do Jô: André Midani

Entrevista

Roda Viva: Nelson Motta

Podcast

Música em 78 Rotações, do Podcast Rádio Batuta (Instituto Moreira Salles)

Internet

Rádio Batuta

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Videoaulas

14:25

Indústria cultural: um conceito filosófico

14:42

Música: meios e mídias

6:38

“A voz do dono e o dono da voz”: a indústria cultural analisada por Chico Buarque

10:09

Daniel: um cantor entre a indústria cultural, a tradição e a modernidade

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Sala de Aula

16 questões de vestibulares e do ENEM sobre este capítulo, para responder e corrigir na hora.

Exercícios deste capítulo