A vida material do disco, da matéria-prima à fábrica, e o que a Segunda Guerra Mundial mudou no que era possível ouvir.
Problema norteadorPor que as canções antigas duram três minutos?
EM13CHS104 Analisar objetos da cultura material e imaterial como suporte de conhecimentos, valores, crenças e práticas que singularizam diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
EM13CHS302 Analisar e avaliar os impactos econômicos e socioambientais de cadeias produtivas ligadas à exploração de recursos naturais e às atividades agropecuárias em diferentes ambientes e escalas de análise, considerando o modo de vida das populações locais e o compromisso com a sustentabilidade.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H16 — Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social; H18 — Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais.
Para treinar: questão 9 da lista do capítulo 1, questão 15 da lista do capítulo 1.
A pergunta parece de curiosidade e é de método: a resposta não está na música, está na matéria de que o disco era feito. Um lado de 78 rotações comportava cerca de três minutos, e a forma da canção popular se ajustou a esse limite antes que qualquer artista o escolhesse.
Perseguir a resposta obriga o aluno a sair da canção e chegar a uma resina asiática, a uma rota marítima, a uma guerra no Pacífico e a uma decisão industrial — e a voltar com a ideia de que a cultura tem infraestrutura.
É o raciocínio que História, Geografia e Química fazem melhor juntas, e que se prova ouvindo e cronometrando.
Conteúdos envolvidos
Ouve-se uma gravação dos anos 1940 do começo ao fim, marcando o tempo, e em seguida cronometram-se três sucessos de hoje escolhidos pela turma. A constância dos três minutos, atravessando oitenta anos, é o enigma que organiza o resto. Duas das três faixas sugeridas são registros ao vivo, que costumam esticar a duração: se a turma cronometrar mais que três minutos, o enigma não se desfaz, aperta — vale perguntar o que o palco acrescenta que o disco não comportava.
História e Geografia perseguem a resposta pela matéria: de que era feito aquele disco, de onde vinha, por onde vinha, e o que acontece com essa rota quando a guerra chega ao Pacífico.
A Química explica por que a resina foi substituída e por que o material novo permitiu guardar mais tempo no mesmo espaço.
Ouve-se um lado completo de um LP brasileiro dos anos 1960, e a turma percebe que a mudança de material mudou o que um artista podia propor: não mais uma canção avulsa, mas uma sequência pensada para ser ouvida junto.
Se hoje não existe limite físico nenhum, por que as canções continuam com três minutos? A resposta possível já não está na matéria, está em quem mede o sucesso.
Meio mapa e meio linha do tempo, acompanhando um disco da matéria-prima até a vitrola, com um parágrafo final que responda à pergunta usando a evidência que a própria turma produziu.
Ouvida inteira, com o relógio à vista, para medir o limite do suporte.
OuvirO lado inteiro na ordem: é a duração do LP que decide quantas canções cabem e quanto dura cada uma.
OuvirO lado inteiro na ordem: é a duração do LP que decide quantas canções cabem e quanto dura cada uma.
OuvirO lado inteiro na ordem: é a duração do LP que decide quantas canções cabem e quanto dura cada uma.
OuvirO lado inteiro na ordem: é a duração do LP que decide quantas canções cabem e quanto dura cada uma.
OuvirO lado inteiro na ordem: é a duração do LP que decide quantas canções cabem e quanto dura cada uma.
OuvirO lado inteiro na ordem: é a duração do LP que decide quantas canções cabem e quanto dura cada uma.
OuvirCronometrados pela turma, para que o enigma dos três minutos apareça sozinho.
OuvirCronometrados pela turma, para que o enigma dos três minutos apareça sozinho.
OuvirCronometrados pela turma, para que o enigma dos três minutos apareça sozinho.
OuvirUm infográfico coletivo, meio mapa e meio linha do tempo, acompanhando um disco da matéria-prima até a vitrola, com um parágrafo final que responda à pergunta norteadora usando a evidência que a própria turma produziu.
Critérios